A

RQUITETURA


HALL


O grande hall, de austera nobreza, também em estilo Luiz XVI, se desenvolve por um eixo transversal, que leva a uma magnífica escadaria de dois lances, marcada por um grande vitral, da C. Champigneulle – "A fuga da noite e o despertar do sol" – guarnecido por uma moldura encimada por uma chave com cartela, onde se prendem duas guirlandas, e ladeado por nichos de alvenaria, abrigando duas belas esculturas.

O eixo transversal no primeiro pavimento é bem marcado pelas colunas e pilastras jônicas, cujo fuste monolítico, é de mármore polido, sem caneluras, terminado por um capitel também jônico em bronze dourado, enriquecido por pingentes.

Os capitéis, em bronze dourado, com os baixos relevos cinzelados e passados em banho de água forte e os altos relevos polidos, bem como as bases para aplicação das colunas e pilastras do grande hall e dos demais salões, foram adquiridos na Fundição Indígena, grande indústria metalúrgica na época, a mais antiga do Brasil, situada na Rua do Camerino 150. E os mármores das colunas e pilastras e da escadaria, comprados no Depósito e Oficina de Mármores, na Rua Senhor dos Passos 124.

Sobre as portas sobressaem-se magníficos baixos relevos com motivos mitológicos, aplicados sobre os tímpanos, todos diferentes, mas preservando um elemento comum de composição: uma pira.

O piso, em mármore de carrara, é de desenho simples e geometrizado, que resguarda a distribuição das colunas e pilastras.

Com pé direito duplo, o hall é iluminado por um enorme vitral ovalado, em forma de claraboia, no mais puro estilo Luiz XVI.

A escadaria, também em mármore, é ladeada por grades também em estilo Luiz XVI, toda desenhada em volutas (espirais) decoradas com folhas de acanto e florões em bronze dourado.




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